quarta-feira, 4 de junho de 2008

Camille Claudel

O Abandono, 1905


La Valse


Sirènes


Hoje eu quero uma pausa de mil compassos...

agora, mais tarde e neste inverno.

sábado, 24 de maio de 2008

Dia Nacional do Café

Le Café Français
O café nunca foi francês nem brasileiro, o café é das cabras. Acharam, comeram e foram dançar há alguns séculos atrás na frente de um pastor da Etiópia:Revelaram para gente o produto. Os árabes chamaram de Kawa e em Alexandria lá no século X lançaram um tipo de estabelecimento batizado do mesmo nome: café. O produto era bom, além de fazer dançar as cabras, ele fazia pensar os homens e os homens que pensam fazem evolução. O café traz na história dele encontros e palavras; estas palavras que querem mudar o mundo; essas palavras interditadas por aqueles que pensam no lugar dos outros, aqueles que pensam que a gente não pensa.
(Jean-Pierre Giacardy)
Somente aos apreciadores da cafeinha!!!!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Dois poemas em Um

Monet - On the Beach 1873; Musée d'Orsay, Paris



(



Monet Painting in His Floating Studio 1874; Bayerische Staatsgemaldesammlungen, Munich

Poema em Linha Reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

Vincent Van Gogh - Cafe Terrace at Night




Marlos,
Tudo que é bom e perfeito de se dizer já foi escrito
Todos os sentimentos intraduzíveis,
foram declamados por grandes poetas
Não há mais nada a ser feito ou dito
Nos sobrou as conversas de boteco
Ainda assim,
podemos apreciar belas paisagens e poemas,
ainda podemos nos mo-ver em quadros em movimento.
Ainda que,
Tudo que exista e não possa ser explicado
tenha sido articulado por atrevidos poetas.
Então façamos silêncio.
Vamos versar nosso deslumbramento.
Vamos nos calar e contemplar
As ondas e os barcos em sua tranqüilidade e risíveis movimentos.
Vamos apreciá-los enquanto não se encontram em molduras
.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Nós precisamos de um instinto coletivo!

Estou aqui para expressar toda minha indignação com o fato de ficar uma hora no ponto de ônibus com o braço esticado pedindo carona e nenhuma boa alma com carro parar, nem ao menos um para perguntar para onde eu iria.
Puta que pariu! será que esse povo que tem carro não sabe que os ônibus da Grande Vitória estão em greve, e que nesta manhã não rodou sequer um ônibuzinho, nem um lotado. E também não veio nenhuma peruinha clandestina pra me salvar!
Odeio essa cultura capixaba de merda que acha que dar carona é perigoso, mesmo se você estiver num ponto de ônibus, sabendo que o transporte coletivo está em greve e precisando ir trabalhar!!!!
Graças a uma boa alma no ponto que o marido veio buscá-la e por sorte passavam para onde eu me dirigia, consegui uma carona aos trancos e barrancos, num banco molhado porque no dia anterior ele deu uma carona pra vizinha que estava em trabalho de parto e deu a luz lá mesmo!!! Cheio de liquido amniótico! Que maravilha hein?... Mas cavalo dado não se olha os dentes!!!
APELO: VOCÊS QUE POSSUEM CARRO, DEEM CARONA!!! NÓS NÃO VAMOS TE ASSALTAR!!! SÓ QUEREMOS TRABALHAR

terça-feira, 6 de maio de 2008

sábado, 3 de maio de 2008

Portinari

Portinari - Mestiço, 1934

quinta-feira, 27 de março de 2008

Manicômio

(Ao menino dos olhos claros,
somos loucos para não pirar.)


- E ai como vai a vida?
- Um caos
- É isso mesmo, não pode deixar a peteca cair. Se a vida quiser estabilizar você arruma um problema, um questionamento filosófico, brigue com sua família, seus amigos, qualquer coisa para não voltar a estabilidade e monotonia. Afinal uma vida muito certinha não combina com você.
Um trago na cachaça
Dois tragos no cigarro
- Acho que sofro de transtorno bipolar!
- Não é que você sofra de transtorno bipolar, é que você gosta de emoções intensas e extremas. Quando você está muito feliz você aproveita bastante, curti todas, mas quando está triste você gosta de curtir a melancolia para se recolher e pensar sobre a vida. Isso é bom.
- Por isso que eu gosto de ter amigos inteligentes com vocações psicanalíticas, me entendem melhor do que eu.
Dois tragos na cachaça.
Três tragos no cigarro.
- Nossa olha quanta estrela cadente!!!
- Tá doido? Isso é chuva. Você tem que parar de usar essas drogas que as enfermeiras te fazem engolir. E também acho que você não deve mais freqüentar as seções de eletrochoque.
- Porra de maldito mundo!!!
Três tragos na cachaça.
Quatro tragos no cigarro.
- Nossa hoje eu vi um quadro de Salvador Dali maravilhoso, me apaixonei. Parece com umas alucinações que tenho ultimamente.
- Você e essa maldita mania de inventar paixões! Paixão por música, paixão por literatura, paixão por mosaico, paixão por desenho, paixão por pintura, paixão por política. Nada que dá dinheiro.
- “Porra pai, onde o senhor estava na minha primeira infância que não me ensinou o valor do suor do trabalho, o valor de sacrificar a juventude, a vida adulta e uma parte da velhice para que ‘eles’ pudessem lucrar em cima de todo meu esforço e labor, o valor de me trancafiar em um escritório no mínimo oito horas por dia, ouvir desaforo do chefe, ganhar um salário de merda que não paga nem o plano de saúde e a cerveja. Agora veja no que me tornei, um louco fora do mundo!”
Quatro tragos na cachaça.
Cinco tragos no cigarro.
- Louco? Você? Imagina!Louco é esse maldito mundo de poses e farsas, de valorização excessiva ao corpo em que o tamanho do bispes e da bunda valem mais do que o tamanho do cérebro. Loucura é a anorexia, a bulimia. Loucura é tomar remédio pra dormir, pra acordar, pra ficar feliz, pra esquecer, para não sentir fome. Loucura é viver de fachada, é arranjar explicação racional pro sentimento, é mentir para si e achar que é verdade. Louco é esse mundo de violência exacerbada, é matar uma prostituta a paulada, é bater com uma barra de ferro no cara que bateu no seu carro, é torturar um ser humano e achar que está educando, é se suicidar com uma faca de plástico num presídio. Loucura é enfrentar duas horas de engarrafamento e não querer abrir mão do seu carro em favor do transporte coletivo. Loucura é pobre ser de direita. Loucura é proibir o aborto, o uso da camizinha, que livre arbítrio de cú é rola. Loucura é essa insônia coletiva, essa angústia infinita.
- Pois é, louco é aquele que chama Van Gogh de louco. Só porque o cara cortou a orelha. A verdade é que neste ato, ele queria transmitir toda essa apoteose pós-moderna de resignifacação da vaca passando pela transvaloração do ser em si mesmo com o uso de imagens friamente calculadas instrumentalizando todo um acaso expandindo o senso de mudança conceituando a instabilidade e burlando a realidade dissolvendo o concreto em água. O cara era um gênio! Se pelo menos eu tivesse nascido gênio poderia ficar satisfeita, mas não, me fizeram medíocre. Estou fadado a morrer sendo um rosto desconhecido na multidão.
Cinco tragos na cachaça.
Seis tragos no cigarro.
- Vixe! A chuva está aumentando... está alagando tudo! É o apocalipse!
- Que nada, é só mais um governo que não se preocupa com a infra-estrutura das grandes cidades. O mundo vai acabar mesmo é em fogo!


Goya - Saturno, 1820-1823 (óleo sobre tela, Madrid, Museo del Prado)

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Ira no seu aniversário quero te desejar o mundo



Moça com brinco de pérola ou mulher com turbante, 1665 - Vermeer

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Klimt




Danae, 1907-08 - Gustav Klimt

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Alexei von Javlenski


"Retrato de Mulher" - Alexei von Javlenski

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Doce Salto - Léo Sá


Foto por Léo Sá

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

O pagode

Exposição de Lan (LANFRANCO VASELLI) no Centro Cultural Carioca, 2004.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Porque a arte é para ser vivida

Navegar é Preciso

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".
Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:
Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.
Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

(Fernando Pessoas)
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Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

(Fernando Pessoa)

La Valse de Camille Claudel. Bronze, 1895

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Cabo de Guerra

Dividiu-se o mundo, a vida, o ego, a alma e você em dois opostos. Uns do lado direito, ou leste, ou norte, outros do lado esquerdo ou oeste ou sul. Colocaram-se os sentimentos, as qualidades, os defeitos, o mundo, o espírito, o inexplicável, o amor, o ódio, o belo, o feio, o bom e o ruim diante de uma corda de cabo de guerra. Cada qual escolheu um lado, e no meio, milimetricamente medido por alguém ou alguma coisa, marcaram uma linha que dividia o preto e o branco, o masculino e o feminino, a terra e o ar, o frágil e o bruto, a leveza e o peso, a sanidade e a loucura. Depois de todos estarem cada qual em seu devido lugar, alguém ou a coisa que marcou o meio da corda deu o sinal de que o cabo de guerra postasse a começar. Medindo forças, cada qual começou a puxar para seu lado. E a corda se movia para lá e para cá, para cima e para baixo. Às vezes o leste perdia forças e era carregado pelo oeste, assim vice-versa. E dançavam como uma sinfonia de Beethoven. Ora clamo e sereno como uma valsa, ora frenético e perturbador. Numa briga de galos sem fim, em que nenhum lado perdia.
O homem ou a coisa que marcou a linha no meio da corda havia se esquecido de marcar o lugar em que tal linha deveria se encontrar para que algum dos lados se tornasse vencedor ou perdedor. Esqueceu de marcar onde a linha deveria tanger para o fim dessa disputa que se prolonga por dois mil e quinhentos anos. Ora a esquerda estava mais forte fazendo com que a direita se arrastasse para seu lado, assim vice-versa. E continuavam a disputa, exaustos, fartos de toda aquela briga sem lógica e sem fim. Porém, nenhum lado cedia à vitória ou à derrota.
Ansiavam então para que a corda se rompesse e ao menos houvesse um empate, mas a corda era de aço e não arrebentava. As mãos já cansadas sangravam de agonia, mas não era permitido que nenhuma dicotomia pudesse desistir. Era, e é, inadmissível desistir. E por mais que quisessem não saberiam como, suas mãos se viam grudadas na corda de aço. Não saberiam como tirar as mãos da corda, não saberiam o que fazer de suas vidas a não ser puxar para lá e para cá, para cima e para baixo, condenados eternamente neste cabo de guerra. Não teriam o que fazer, não saberiam o que fazer, a não ser segurar a corda com toda força e puxar.
Rangiam dentes, transpiravam, suavam lágrimas salgadas, mas não largavam a corda. Ambos imaginavam que a que a solução seria a corda arrebentar. Isto os livraria do peso da derrota e da leveza da vitória, os livrariam do peso da vida e da leveza da vida. Salvá-los-iam de suas agonias, medos e exaustão. Mas a corda era de aço e não arrebentaria por mais que puxassem por mais dois mil e quinhentos anos. Somente a coisa ou o homem que marcou o meio da corda poderia decretar o fim do jogo. Porém este adormecia mais do que se punha acordado. E quando acorda se punha a beber vinho e se entregar a orgias. Às vezes olhava o cabo de guerra com a boca farta de pão, mas não pensava sobre a solução de tal desastre. Não sabia que cabos de aço não arrebentavam em jogos de cabos de guerra. E não sabia que deveria marcar o fim em que o meio da corda deveria chegar. Então, voltava a dormir e esperar pelo grande dia em que anunciaria a vitória de algum lado sem se preocupar se o norte e o sul se deglutiam em algum lugar do espaço ou dentro de mim.

domingo, 2 de setembro de 2007

O preço do progresso.

Via aquele parafuso gigante penetrar a terra, corrompendo seu cerne, como se perfurasse meus próprios pés. Dilacera a terra e a minha vivacidade num barulho agonizante e incessante. Tão agudo aos meus ouvidos que por mais distante que se encontre é como se estivesse ao meu lado, perfurando meus ouvidos. Faço parte de um fragmento da vida em que tudo muda numa freqüência tão aterrorizadora. Vejo as mudanças tão latentes em meu cotidiano que não há férias que me faça deglutir todo esse imprensamento de meu estomago, de meus olhos, de minhas mãos. Mesmo que feche todas as janelas e portas de minha casa ainda assim ouço aquele martelo e todo aquele barulho de metal se rebatendo em favor do progresso. Cada martelada é um buraco que se abre nas entranhas do solo, cada buraco é mais uma viga que se edifica para que possamos nos espremer no menor espaço possível. Parece-me que está é a idéia: quanto mais gente conseguir habitar o menos espaço possível, melhor! Todo esse metal que trás consigo esse progresso maldito me enche de uma dor vazia como se esse parafuso gigante perfurasse meu crânio e em qualquer instante pudesse sair pelos meus pés. Mas ele nunca termina este trabalho, encontra-se estagnado dentro de mim e não consigo tirá-lo de meu corpo. E a cada martelada que se destina ao solo, me perfuram mais, numa martelada sem fim e sem fundo. Não há lugar por onde eu ande que me sinto tranqüila com meus pensamentos. Há sempre um barulho a romper a calma que as nuvens produzem. Há sempre algo à se olhar, um ruído à ser ouvido, um sol de rachar a pele e um odor de esgoto que chega ao nariz com tanta veemência que posso jurar que sinto o gosto desta cidade em minha boca. Um gosto de metal e clorofórmio fecal. E aquele parafuso gigante guiado por mãos tão pequenas me penetra insistentemente como uma graxa que não sai de nossas mãos. O céu que antes era azul me parece cinza, mas de um cinza sem cor, afogado no concreto e no fedor. É como se esse parafuso gigante arrancasse minhas víceras, mas nunca completasse seu trabalho. Há alguns anos pensei que essa agonia em algum momento pudesse ter fim, pensei que em algum lugar no tempo não fosse existir mais casas que pudessem ser derrubadas para dar lugar a uma serpente sem corpo e sem mola, mas sempre há algo a ser destruído para que alguma coisa com mais concreto, mais gente e mais barulho possa existir. Vamos espremendo-nos até que não sobre mais espaço para dar um peido, que agora fede mais por causa dos enlatados.


(Guernica - Pablo Picasso)

Paciência - Lenine

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não pára
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mias veloz
A gente espera do mundo e mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber, a vida é tão rara... tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não