terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Massa Real - Caetano

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Soneto Sideral

À Tati M., Pat N., Nat D.

Quero ser abduzida
Conhecer o espaço sideral e a via láctea
Descobrir a tecnologia da tele transportação
Fugir de qualquer coisa que pareça rotina

Ser tragada pelo buraco negro
De longe observar os humanos
Ver de perto a camada de ozônio
Desbravar um mundo que não este

Senhor objeto voador não identificado
Da próxima vez eu me candidato
Quero ser a primeira abduzida

Salpicando de estrelas, constelações
Carregue-me por inteiro ou pedaços
Esta alma que já não é mais minha

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010


Marcel Duchamp, Mictório, 1917

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Stop Making Sense

O amor já não tem mais sentido
Não dê razão ao amor
Sejamos duros
É o que nos resta num mundo sem poesia

Sejamos duros, taciturnos
Não adianta ir à contra-mão de tudo
Embrutecer-mo-emos com os concretos que se entulham
Sejamos metropolitanamente duros

Não, não se mate Carlos
O amor já não é mais isso nem aquilo
Ninguém morre de amor
Já não tem mais sentido

Guarde seus sentimentos
Esconda-o no dedinho mindinho do pé
Até que escape pelo buraco das unhas
Foi o que nos sobrou do mundo sem poesia
O amor já não é mais disso

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mafalda - Quino



só pra vc nat!!!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ojos Maligno - Marina de la Riva






este ano eu acordei (ou não dormi) totalmente musical
é só falar uma palavra que eu canto a música
e se não tiver eu invento 


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Coco Verde - Sérgio Sampaio


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Mafalda - Quino




quando estava dando aula sempre procurava tirinhas, charges, hq, fotos, etc. interessantes para mostrar aos meus capetinhas, achei coisas bem legais que seriam interessante também compartilhar no blog, fiquei de postar há algum tempo, mas sempre esqueço, o ócio me lembrou, por isso inauguro hoje a seção HQ, espero que se divirtam tanto quanto eu

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Vista assim do alto

Minha segunda paixão ainda mora em frente a minha casa
Mangueira se chama
Fiquei sua amiga quando podaram suas verdes asas
Ficou desnuda sem ter onde se esconder
Podaram também meu coração

Os pardais que ali habitavam
Já não podia mais se ouvir
Dediquei-lhe um mês de minhas manhãs
Que me punha a conversar
Compartilhando contigo sua dor
Na época me achava maluca
Mas talvez fosse poesia

Hoje Mangueira conserva suas pétalas
Gera flores frutas pardais e morcegos
O que me falta é tempo para admirá-la

Dos Cantos

Anseio pelos cantos que oferecem onde recostar
Cantos que são poesias com bônus de melodia
Os cantos onde recanto para pensar
Dos cantos entoados em voz firme estilo Gal
Dos cantos sem canto, só melodia para apreciar
Gosto dos cantos porque me dão
Uma base para apoiar
Quem anda só anda nos cantos
Procura um canto
Entoando onde parar

É D'Oxum






Compositor: Geronimo Santana
Intérprete: Gal Costa

Série A Carne Negra


Leonardo Sá, Stella Inacabada, pastel e vergê A4, 2010

ai como eu gostaria de dizer que é meu, mas quem acompanha o blog sabe que meus desenhos são chapados no papel. na segunda depois de dois expressos duplos sem açucar tentei desenhar uma amiga minha a partir de uma foto 3x4, ai me bateu aquele desespero que sempre me bate quando vou desenhar, o desespero de quem não sabe desenhar. Léo eu quero aprender a desenhar!!!! e lá vem ele de bike me ajudar. (mostrei pra ele a Tatiana, e ele falou que ta lindo, rs, ele é muito anarquista quando se trata de elogiar meus desenhos hauhauuhahua) depois ele ficou viajando na Stella mostrando como é que faz e de repente o desenho é de um realismo. ele deixou assim para eu acabar, mas quer saber de uma coisa, o desenho é dele, resolvi começar outro, to com medo de estragar esse. léo agora você vai ter que terminar a sua stella que eu vou fazer a minha, já comprei a luminária!!!

Série A Carne Negra


Camila Bravim, Tatiana, pastel em vergê A4, 2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Meu pé de Flamboyant

Quando pequena minha paixão morava em frente a minha janela
Um pé de flamboyant cheio de graça
Seu fruto grotesco e seco
Não era um problema, mas minha espada
E seus galhos minha casa

Mas o melhor era no verão
Eu de férias e ela coberta com sua coroa vermelha
Ora enfeitando o chão

A árvore, que pena
Reduto de cupim
Não resistiu e partiu
Foi parar em cima de um carro
Cena engraçada se não fosse trágico
O moço ficou sem auto
E eu desabrigada nas tardes ensolaradas

Em seu túmulo, agora
Concreto filme jaz
E nada escrito em sua lápide
Agora tens um poema
Quem dera Flamboyant tenha alma






Tim Maia - Festa de Santos Reis

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Tantos outros

Dos que passaram por mim

E tiraram um poema

Mas me deram tantos outros


















Desculpe baby - Mutantes