terça-feira, 23 de novembro de 2010

VI

Chegando a casa, Elisa já estava acordada e conversava com Hugo, a conversa entre eles era de uma intimidade que pareciam amigos de longa data.
- Yann meu amigo, que mulher encantadora arranjaste, porque não me apresentaste essa pérola antes.
- A gente se conheceu melhor ontem - ela respondeu sem pudores.  

terça-feira, 16 de novembro de 2010

V

- O pessoal vai comemora a estréia aqui perto, você vem é claro – ela me disse com seus olhinhos grandes de cachorro, aqueles olhinhos que não se pode negar nenhum pedido.
Deixei que a cena se desenrolasse conforme as convenções necessárias para se levar uma mulher pra cama, aceitei o convite um pouco sem jeito por não pertencer ao grupo, mas ela já dava indícios que não diria não as minhas investidas.


http://aos-trinta-anos.blogspot.com/

sábado, 16 de outubro de 2010

http://aos-trinta-anos.blogspot.com/

IV

Cheguei um pouco atrasado, talvez cinco minutos, esqueci de checar no relógio, mas ainda em tempo de comprar o ingresso e sentar-me antes do início da peça. Banquete era o que dizia o cartaz, com letras vermelhas e arqueadas, centralizado na parte superior, abaixo, a foto de um rapaz com chapéu coco preto, camisa branca, gravata borboleta e suspensório sentado em uma cadeira com um canhão de luz sobre sua imagem, atrás quatro atores coadjuvantes ao seu redor, um belo cartaz em cores vermelha, preta e branca. 
...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

todos que se permitem
ser sensível, fazem
poesia da vida

domingo, 29 de agosto de 2010

Eryka Badu - Window Seat



Mulheres cantando é algo que tenho apreciado muito ultimamente!!!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Stronger Than Me - Amy Winehouse




I'm not gonna meet your mother anytime
I just wanna grip your body over mine
Please tell me why you think that's a crime
I've forgotten all of young love's joy
Feel like a lady, and you my lady boy
You should be stronger than me

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Nina Simone - Ain't Got No...I Got Life



do cdzaço Nina Simone - Forever Young Gifted and Black - 2006  que vc encontra pra baixar em: http://umamusicapordia.blogspot.com/search/label/Nina%20Simone

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Relicários e Epitáfio

galera, tenho um apego muito especial por esse blog, por isso, todas as vezes que pensei em deletá-lo deixei a tpm passar e assim ele perdurou por 3 anos, mas to um pouco de saco cheio do visual do blog, das coisas que postei, pensei em reestruturá-lo mais uma vez, mas além de dar muito trabalho, não quero apagar suas características peculiares que me acompanharam por esse anos, mas eu mudei e o blog, por me pertencer, e eu fazer dele o que bem entender,  também sofreu lá suas alterações, não quero mudá-lo mais uma vez, não quero tentar deixá-lo mais apresentável, não quero escrever e depois deletar e escrever e depois deletar, minha preocupação desde o começo era que as pessoas tivessem interesse em visitá-lo e que não fosse demasiadamente pessoal, não sei se falhei, nem sei se importa, por esse dias tenho sentido uma vontade de que ele seja demasiadamente pessoal, com coisas minhas, desejos meus, músicas que eu gosto, textos pessoais, pensamentos pessoais, etc., não to afim de levá-lo adiante com a proposta inicial, ou com a segunda proposta, quando ele mudou de minha alma inquieta para minimalizando, talvez nem seja seu fim, mas por agora to sem saco pra ele. e por que não, seja demasiado pessoal, torna-te no que tu és, afinal o blog é meu, my precious, my precious (hauhauahuahuahauhaua)
no mais agora sou uma menina digitalizada, qualquer coisa to no:
http://twitter.com/camibravim
http://www.facebook.com/cbsilveira
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=6622318692210538630
e pros conservadores, tenho email


terça-feira, 3 de agosto de 2010

Não se morre de amor
Se despede
E foice

Don't wanna kiss, don't wanna touch. Just smoke one cigarette and hush

(Lady Gaga)


Lady Gaga recebe recorde de 13 indicações a prêmio da MTV Video Music Awards, marcando um novo recorde de maior número de indicações para um artista em uma temporada única dos VMA

domingo, 25 de julho de 2010

Começar o dia com Sharon Jones é uma ótima



música: Natural Born Lover
artistas: Sharon Jones and The Dap-Kings

então, queria muito postar essa música, só achei esse vídeo, não entendi até agora pq tem ringo starr no meio
mas a música é maravilhosa, aliás o cd inteiro "Naturally"

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sobre Elisa e Saramago (Aos trinta, part. 2)

José Saramago faleceu esta semana e resolvi ler Ensaio Sobre a Lucidez, uma forma discreta de homenageá-lo, me pareceu pertinente também, por se tratar de um ano de eleição. Não é à toa que os gênios são imortais, atemporais e dizem exatamente aquilo que você gostaria de ouvir mesmo que não tenha absolutamente nada em comum com sua realidade, eles me irritam porque me fazem parecer tão medíocre diante de minha incapacidade literária. Tive que concordar com ele quando me disse que “as maneiras de conjugar o destino são muitas e quase todas vãs”, daí eu me perco em minha cama me perguntando qual o sentido de tudo isso.

Elisa amanheceu aqui em casa de novo, é a quarta vez essa semana. Desta vez levantou mais cedo que eu e colocou a água no fogo para o café. Achei estranho quando me levantei para lavar o rosto e vi sua escova-de-dente em cima da pia, tenho certeza que isso já foi tema de filmes, assunto nas mesas de bares e principalmente causa de inícios e términos de relacionamentos, a maldita escova em cima da pia, o que significava isso? Por deus já fazia um mês que a conhecia e não me dei conta. Durante os quatro anos que estive com Rachimyr ela carregava escova-de-dente e pasta dentro da bolsa, e quando por descuido esquecia em minha casa sempre pedia desculpa pelo pelo relapso e as carregava novamente. Tenho duvidas se sua atitude em relação ao assunto era por conta própria ou culpa minha, a primeira vez que ela a esqueceu liguei urgentemente para seu trabalho para avisá-la de sua falha, discreta e serena, ela respeitava meus medos em assumir compromissos, talvez até por medo de me perder.

Elisa apareceu quando eu estava em um café numa segunda após o trabalho, gostava de uma mesa no canto, entre as quinas da parede que me ofereciam um espaço para encostar, me traz uma sensação de segurança, quase como uma companhia. E lá estava eu mais uma segunda com um copo de café expresso duplo sobre a mesa, pão de queijo na mão esquerda e o livro do Saramago se equilibrando em minha mão direita, o local estava cheio, como de costume naquele horário, e ela perguntou se poderia sentar em minha mesa enquanto já se acomodava no banco. Confesso que se ela não fosse tão incisiva e com um olhar penetrante passaria despercebida naquela mesa e seria facilmente esquecida na mesma noite, mas não, ela foi logo me perguntando que livro eu lia, do que se tratava e se era bom, e toda a minha concentração para a leitura foi pelo ralo, emendou o assunto perguntando sobre meu signo e minha profissão, disse que gostava de poesias e era atriz de teatro, me convidou para assistir a esteia de sua peça em um teatro pequeno da cidade, escreveu data, horário e local num guardanapo com seu nome e telefone e uma marca de beijo de batom rosado. Foi assim tão rápido que mal tive tempo de respirar, só me recordo de ter dito meu nome, há de notar-se que quase não falei, o diálogo foi todo conduzido por ela, como uma atriz principal e eu um mero coadjuvante, quando saiu tocou minha mão, levantou para pegar casaco e bolsa e fez carinho em meu cabelo e disse que me esperava no sábado.

Aquela atitude em excesso não me agradou no momento, e apesar de sua beleza, todas aquelas perguntas, enquanto a única coisa que eu gostaria era ficar só, me chatearam um bocado. Fui pra casa pensando na inconveniência daquela menina. A rotina voltou a mesma até que veio o sábado, eu ouvindo Bo Diddley enquanto procurava um cigarro de maconha perdido para me fazer companhia e me deparei com um pedaço de guardanapo, eram 17:40 e a peça começaria as 19:00, se tomasse um banho rápido talvez ainda pudesse chegar a tempo, calculando que o percurso até o teatro seria rápido pela ausência de transito como nos dias da semana. Teatro nunca foi um interesse que me motivasse sair de casa, mas a possibilidade de sexo já era motivo suficiente.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Almada Negreiro

Almada Negreiro, auto-retrato, 1948


"A arte é feita para perfurar, a ciência assegura"

Aos trinta: a vida é um clichê

Completar trinta anos não era um problema, mas sim o fato de estar preso em uma cidade que não gostava, em um emprego que não gostaria de exercer até o fim de minha vida, e que morreria só em um bar com um copo de whisky ou dreer, dependendo de minhas condições financeiras, pela minha incapacidade de conviver com outro ser humano que me pareciam mais vis do que eu. Não sei por que isso me toma a mente por esses dias, só pude concluir que é porque resta um mês para completar trinta, nunca havia perdido um minuto se quer de minha vida para refletir sobre minha desprezível existência, sempre achei uma perda de tempo planejar meu futuro, ou arrepender-se do passado, mas sentia uma necessidade de urgência de que algo extraordinário me ocorresse.

Os dias sucediam-se iguais, tudo dentro da normalidade, café e jornal na segunda-feira, filme às terças, futebol na televisão na quarta, uma cerveja com os colegas de trabalho em um boteco da esquina na quinta, e na sexta me reservava ao meu quarto para ler um livro, revista, ver TV, ou arrumar a gaveta de meias, cuecas e gravatas que usaria uma vez ao ano em um casamento ou batizado que as pessoas insistiam em me convidar por educação, ou talvez porque me achassem muito solitário e isso me faria bem. Voltando as meias, todas elas eram organizadas meticulosamente, enroladas em pares e empilhadas em ordem degrade, as gravatas eram estendidas num cabide e cuecas colocadas em ordem de uso. Não que isso fosse algo que importasse, como se eu somente usasse as cuecas da segunda numa segunda-feira e nunca na quinta, via neste sistema de arrumação apenas uma maneira de passar o tempo. Os sábados e domingos não tinham planos, eram aleatórios, mas nada fora de um padrão. Nem todas as semanas seguiam exatamente assim, não me importava em sair da rotina quando o destino assim quisesse, mas se fosse para contar meus dias, seria perfeitamente normal que os descrevesse desta maneira.

Não sei se já disse que moro só, há necessidade de dizer? Se sim, então ai está, moro sozinho num apartamento no centro da cidade, um quarto, uma sala, uma cozinha, um banheiro, área de serviço, prédio de três andares, sem elevadores ou garagem, nada de luxo, mas para mim bastava. Professor de português, decidi por conta própria que só trabalharia pela manhã e à tarde, gosto de minhas noites livres, não era de todo mal ser professor, mesmo que tenha sido empurrado para esse profissão por uma vaga no mercado. Antes mesmo de me formar já consegui umas aulas aqui e acolá, a grana era razoável, mas para um menino de 21, sentia-me o homem mais rico do mundo. Formei, e a quem vamos enganar, bacharel em português, a onde? Não havia mais tempo de desistir, fazer engenharia, direito ou medicina, talvez algum curso técnico, a área de informática me parecia promissora, mas eu ainda cultivava a nostalgia da maquina de escrever que meu pai me deu quando vim pra capital fazer letras, no início do século XXI confesso que ainda não tinha um computador, por deus, como iria me enveredar para área de informática, não fazia sentido. Quando não se há opção, o melhor é seguir como está, e lá se passaram nove anos. Um mês para completar trinta, só pode ser por isso o lampejo de não ter feito nada de importante até ali.

domingo, 11 de julho de 2010

Aos trinta

Tenho me achado feio, inescrupuloso e vil nos últimos dias, um sanguessuga de mim mesmo e da vida, fadado e farto ao ter que aceitar e me conformar com uma vida pequena. Sinto falta de algo grandioso, extraordinário. Sinto falta de não ter aprendido a cozinhar enquanto era tempo, ou de ter aprendido a tocar um instrumento que me punha no roll dos caras bons de cama, sinto falta de não ter saltado de pára-quedas, feito rafting, descido uma cachoeira de rapel, ter pedido carona, viajado com a mochila nas costas, conhecido um grande amor. Não fiz nada e agora é tarde, me resta a conformidade das formigas que trabalham o ano inteiro sem que nada além lhes aconteça.

Alguns marxistas fanáticos diriam que me vendi para o sistema, mas quem não se venderia diante de tantas contas que se tornaram maiores que as crises existenciais provocadas pelos filmes de Bergman. Mas é que não vim de família abastada, não fui abençoado por um tio milionário solteiro cujo sobrinho favorito seria eu, não conheci um mecenas que investisse em meus devaneios artísticos, não escolhi como profissão ser médico, engenheiro ou empresário de grande porte, não fui premiado com uma inteligência sobrehumana nem nasci muito bonito (bem verdade que não sou muito feio), vim a este mundo sem grandes talentos, e nada disso me trariam um futuro promissor. Só pude andar de avião após os 25 quando as tarifas caíram de preço devido a concorrência, e chegar a um destino em uma hora ao invés de oito, me tornou num capitalista ferrenho adepto da livre concorrência, é que apesar do desconforto das poltronas que exigiam uma acerto da coluna em 90 graus, tímpanos estourados e vertigem, ainda assim era melhor que correr o risco de sentar ao lado de um gordo e passar a noite inteira se revirando na poltrona reclinável de um ônibus. Herdei da cidade que nasci a pacata rotina de uma cidade do interior, com direito a coronelismos, clientelismos e matadores. Nasci de João Ninguém e porque minha mãe viu televisão, virei Yann Ninguém, magro, estatura dentro da média nacional, nem branco nem preto e cultivo uma barba por preguiça e influências socialistas, ou algo parecido. Vim pra capital fazer faculdade, a ajuda de meus pais era pouca, por isso, desde cedo tive que aprender a me virar sozinho financeiramente, arranjei um emprego numa livraria.

Às vezes penso que deveria ter me casado com Rachimyr enquanto era tempo, mesmo sabendo que não daria certo, mas para chegar agora, aos trinta, e poder dizer que fiz algo de minha vida. Uma estudante de artes, cheia de vida e ideais, cabelos pretos, compridos e lisos, juntos iríamos mudar o mundo. Mas nem isso tive coragem de fazer enquanto ela me olhava com a face molhada insistindo que ao menos eu dissesse alguma coisa. Ela já havia chegado a um ponto de sua vida que não poderia mais perder tempo com Yann Ninguém em um relacionamento sem perspectiva. Nem aceno com a cabeça tive coragem de lhe oferecer, deixei que tirasse suas próprias conclusões através de meu silêncio. Melhor assim, hoje Rachimyr está noiva de um bom rapaz, doutor em biologia, e foi morar em Mossoró. Sabe-se deus onde fica Mossoró, mas me parece um bom lugar para se criar os filhos.

Por algum tempo os amigos em comum diziam que ela falava sobre mim com desprezo e uma raiva contida que quanto mais ela tentava não transparecer, mais claro ficava o quanto me odiava. Não lhe guardo rancores, tão pouco poderia, mas olhando para trás, melhor seria se tivéssemos cassado. Rachimyr continuaria a reclamar de minha mania de dormir de meias mesmo nos dias mais quentes de verão, de como ando devagar na rua, dos copos sujos em cima da pia e espalhados pelo resto da casa, de quando bebia água no bico para não sujar copos e não ter que lavá-los, e porque nunca tomava uma atitude diante das situações necessária, e em três anos ela se daria conta de que não é nada disso que ela queria, ela queria era fazer mestrado, viajar pelo mundo, ser uma grande artista, e partiria sem mágoas por livre vontade e não porque deduziu que não teria um futuro ao seu lado. Eu a ajudaria concretizar seus planos e nós ainda seriamos amigos, e eu, ao menos, teria feito algo antes dos trinta.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Paz no chão

É necessário enterrar as coisas perecíveis
(E o que não é perecível neste mundo?)
É necessário ver morrer, matar
Tudo que tem necessidade de acabar

Ter a certeza de que não voltará, é passado, varrido
É apagar seu rastro, é necessário
Para que não volte, ser esquecido
É necessário matar a possibilidade que não existe

É necessário viver, todas as pequenas coisas
Amiúdes, repetidas vezes, as coisas
Que ai estão para serem consumidas
É necessário se consumir até a última fagulha

É necessário ter um emprego, casar e ter filhos
Que seja para abandonar tudo num futuro próximo
É necessário se apaixonar, e se apaixonar e se apaixonar
Quantas vezes for necessário, e deixar morrer

É necessário envelhecer, caducar, murchar
Sangrar, sarar, sair de fininho
E mais que tudo, é necessário morrer
Ser enterrado, a sete palmos, em cova rasa, cremado
E casar, ter filhos, um bom emprego, e uma casa no campo

domingo, 6 de junho de 2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ponto de pauta: mulher a beira de um ataque de nervos



Vou dar um jeito nas p(a)utas nem que seja de forma inescrupulosa
Nem que seja para arregaçar as mangas e enfiar toda a mão na massa
Mesmo que para isso precise pegar sífilis, gonorréia, hpv e garantir um atestado
E passar o dia resolvendo pepino, berinjela, banana
Ou qualquer objeto fálico

Serei adepta do marques de Sade,
já chega de masoquistas
Essas p(a)utas que vão para a casa do caralho
Que se estrebuchem no cú de qualquer pedagoga

Que se meta nas secretárias
Que foda o sistema das metafísicas virtuais

Masturbação teórica já não basta
Quero fuder todo o corpo (in)docente
Um bacanal de todas as burocracias
Arrombar o ensino 
Irão todos passar pelos ânus
Sem comedimento comer de mais ou de menos

Não vale pra nada, é brocha, falido

As putas que me desculpem mas essas pautas são um safadeza

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A Rã



Caetano e João Donato
Intérprete: Gal Costa

terça-feira, 25 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Leminski

quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta adolescência

vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência

vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito

vou fazer o que minha mãe deseja
aproveitar as oportunidades
de virar um pilar da sociedade
e terminar meu curso de direito

então ver tudo em sã consciência
quando acabar esta adolescência.

terça-feira, 11 de maio de 2010

apoliticamente e incorreto mas muito bom


bad romance - lady gaga a capela


as minhas amigas politicamente corretas, pode ser pop, pode ser norte americano, pode fazer parte de uma indústria de cultura de massa massificadora, mas quando toca todo mundo dança!!!!!
e existe um vídeo pra provar... hauhauhauhauahua

segunda-feira, 3 de maio de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Larica Total

parte 1

parte 2



um amigo um dia me mostrou o vídeo no youtube e eu me amarrei.... muito bom o programa, que inclusive ganhou o melhor programa de humor pela APCA este ano, passa no Canal Brasil, que eu não tenho, mas todos os episódios estão disponíveis no sitio http://www.laricatotal.com.br/ 

domingo, 11 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

Numa madrugada aprendi sábias palavras com Natali
No lugar de foda-se
Fuck-me 

domingo, 28 de março de 2010

Modigliani

Adrienne (Woman with Bangs). 1917. óleo sobre tela

Portrait of Jeanne Hébuterne, 1918, óleo sobre tela 


Landscape. 1919.óleo sobre tela

 Portrait of Leopold Zborowski, 1919, óleo sobre tela

 
Head. 1911, escultura


Rose Caryatid (Audace). 1914. guache e papel




Caryatid. 1914, escultura

Reclining Nude with Blue Cushion. 1917, óleo sobre tela


Portrait of Elena Pavlowski. 1917. óleo sobre tela


Como algo tão simples, pode ser feito com tanta paixão, não sei se a palavra certa seria simples, talvez singelo, talvez não seja nada disso, talvez seja um nível de rebuscado que ninguém entenda, por isso a arte de Modigliani para mim se tornou sensacional. já tinha visto alguns quadros dele, mas nunca procurei saber mais sobre sua obra, ontem assisti ao filme que carrega seu nome, e fiquei simplesmente encantada.  

terça-feira, 23 de março de 2010

Beirut - Nantes

Chifre em cabeça de cavalo, 2007, Camila Bravim, pastel sob tela

segunda-feira, 22 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

A Fome, José Pádua

quinta-feira, 4 de março de 2010

é preciso muita arruda pra superar os malans, pitas, gratzs, collors, valérios... e valiuns


refletindo sobre arruda e a política no brasil achei a charge pertinente
infelizmente não sei dizer de quem é 

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ao Deus Kom Unik Assão


(Carlos Drummond de Andrade)





Eis-me prostado a vossos peses
que sendo tantos todo plural é pouco.
Deglutindo gratamente vossas fezes
vai se tornando são quem era louco.
Nem precisa cabeça pois a boca
nasce diretamente do pescoço
e em vosso esplendor de auriquilate
faz sol o que era osso.

Genuncircunflexado vos adouro
Vos amouro, a vós sonouro
Deus da buzina & da morfina
que me esvazias enchendo-me de flato
e flauta e fanoipéia e fone e feno.
Vossa pá lavra o chão de minha carne
E planta beterrabos balouçantes
de intenso carneiral belibalentes
em que disperso espremo e desexprimo
o que em mim aspirava a ser eumano

Salva, deus compacto
cinturão da Terra
calça circular
unissex, rex
do lugarfalar
comum.
Salve,meio-fim
De finrinfinfim
Plurimelodia
Distriburrida no planeta.
Nossa goela sempre sempre sempre escãocarada
engole elefantes
engole catástrofes
tão naturalmente como se.
E PEDE MAIS.

A carne pisoteada de cavalos reclama
pisaduras mais.
A vontade sem vontade encrespa-se exige
contravontades mais.
E se consome no consumo.

Senhor dos lares
e lupanares
Senhor dos projetos
e do pré-alfabeto
Senhor do ópio
E do cor-no-copo
Senhor! Senhor!
De nosso poema fazei uma dor
que nos irmane, Manaus e Birmânia
pavão e Pavone
pavio e povo
pangaré e Pan
e Ré Dó Mi Fá Sol-
apante salmoura
n'alma, cação podrido.
Tão naturalmente como se
Como ni
ou niente.

Se estou doente, devo estar doentes.
Se estou sozinho devo estar desertos.
Se estou alegre deve estar ruidosos.
Se estou morrendo, devo estar morrendos?

Cumpro. Sou
geral.
É pouco?
Multi
versal.
É nada?
Sou
al.
Dorme na tumba a cultura oral.
Era uma vez a cultura visual.
Quando que vem a cultural anal
na recompensa aldeia tribal?

O meio é a mensagem
O meio é a massagem
O meio é a mixagem
O meio é a micagem
A mensagem é o meio
de chegar ao Meio.
O Meio é o ser
Em lugar dos seres, isento de lugar,
Dispensando meios
de fluorescer.

Salve, Meio. Salve, Melo.
A massa vos saúda
em forma de passa.

Não quero calar junto do amigo.
Não quero dormir abraçado
ao velho amor.
Não quero ler a seu lado.
Não quero falar
a minha palavra
a nossa palavra.
Não quero assoviar
a canção parceria
de passarinho/aragem.
Quero komunikar
em código
descodificar
recodificar
eletronicamente.

Se komuniko
que amorico
me centimultiplico
scotch no bico
paparico
rio rico
salpico
de prazer meu penico
em vosso honor, ó Deus komunikão.

Farto de komunikar
Na pequenina taba
subo ao céu em foguete
até a prima solidão
levando o som
a cor, o pavilhão da komunikânsia
interplanetária interpatetal.
Convoco os astros
para o coquetel
os mundos esparsos
para a convenção
a inocência das galáxias
para a notícia
a nivola
o show de bala
o sexpudim
o blabladum.

E quando não restar
O mínimo ponto
a ser detectado
a ser invadido
a ser consumido
e todos os seres
se atomizarem na supermensagem
do supervácuo
e todas as coisas
se apagarem no circuito global
e o Meio
deixar de ser Fim e chegar ao fim,
Senhor! Senhor!
Quem vos salvará
de vossa própria, de vossa terríbil
estremendona
inkomunikhassão?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Aquela que Ama

Algumas coisas foram construídas
para serem eternas
Essas coisas não existem mais


Ai meu coração que não se cansa de se apaixonar, quando leio Fernando pessoa em noites de tabacarias e o ouço me dizer na surdina “nada me prende a nada/ quero cinqüenta coisas ao mesmo tempo/ anseio com uma angústia de fome de carne” ou “não eu não quero nada/ já disse que não quero nada// não me venha com conclusões/ a única conclusão é morrer” meu coração palpita sedenta por desejo de conhecê-lo, de fazer parte de seu dia e compartilhar sua dor, simplesmente observá-lo enquanto escreve um poema e assim ao menos ter alguma idéia do que ele passava no momento em que escrevia aquilo e acolá, o livro que comprei  num sebo que já não me recordo o nome, e que também já não tem importância desde  que eu possa chegar lá novamente algum dia sem precisar de nomes ou endereços, apenas  com minha memória fotográfica, fica abaixo de uma galeria da qual também não sei o nome, se é que um dia soube, o sebo era encantador, como tudo no centro do Rio de janeiro, gigante, e somente com livros que valem a pena comprar, se recusam a vender Paulo coelho ou o caçador de pipas, fui direto na seção de poesias, não sei porque mas os vendedores sempre simpatizam comigo, acho que é pelo tamanho dos meus dentes, somente os poetas lêem poesia ele me diz retribuindo o sorriso, tabacaria da ediouros versão pocket  com folhas finas e amareladas do tipo mais vagabundo, e os poemas seguidos um do outro, sem aquele espaço necessário entre ele, aquele espaço que precisamos para nos recuperar e digerir corretamente um poema, é a única coisa que meu dinheiro permite levar, cinco merréis, valeu mais que cada centavo, afinal o importante é a palavra escrita e poder tocar num livro e ler as palavras e ter a sensação de que elas existem, não ficam somente no plano do que poderia ser mas não é, o livro é algo que se materializa. Quando abri o livro, já em casa, a página é cinqüenta e me revela um poema homônimo do livro tabacaria 15 -1-1928 ai como gostaria de estar viva neste dia, em frente à tabacaria, na mesma hora em que ele se encontrava para lhe perguntar se  gostaria de compartilhar um café ou um cigarro, mesmo que fosse para ele me dizer não muito obrigado, preciso terminar esta poesia, a inspiração não pode falhar, para que 82 anos depois ele possa me dizer sinceramente, mesmo que ausente, “não sou nada/ nunca serei nada/ não posso querer ser nada/ à parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo... a história não marcará, quem sabe?, nem um, / nem haverá se não estrume de tantas conquistas futuras...olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolate” para dentro de mim gozar secretamente e pensar, eu poderia ter sido amante de Fernando pessoa iria a Lisboa somente para arrumar seu quarto e preparar sua comida, eu poderia ser amante de todos os grandes gênios sem que para isso precisasse tocá-los, somente o prazer de compartilhar o mesmo espaço.
A matéria livro, estava eu na livraria travessa, no ccbb rio, angustiada por não poder comprar um livro, ao som de um jazz que também não sei o nome e duvido que isto tenha importância, o som era bom, e dizer com voz de quem faz manha, vamos embora, ficar aqui me deixa triste porque não posso comprar nenhum livro, o segurança sorriu para mim, ele ouviu o que eu disse e achou engraçado, engraçada eu, lhe confessei que pelo menos as músicas hoje em dia são de graça basta baixar da internet ou copiar de um pen drive de um amigo, bem, a música ninguém me tira, ela já é virtual por natureza, mas um livro não, nada substitui o prazer de ter um livro em mãos, ele ficou meu amigo, eu passo lá em frente e ele me cumprimenta, as pessoas do rio me parecem simpáticas, mesmo que insistam em me dizer o contrário. Estou apaixonada.
Apaixonei-me também por Bandeira de Mello, que perfeição são seus traços, a preferência pelo desenho e cores ocres revelam seu fascínio pelo primitivo pela perfeição da forma, pela técnica, isso percebe-se que ele tem, mas há algo mais, sua sutileza revelam sua identidade, traços fortes e único, apreender tudo para revelar somente o essencial, de primitivo carrega também sua preferência por trabalhar com pastel, crayon, sanguínea, pedra negra, nanquim, têmpera e o óleo quase como uma auxiliar, não como peça principal. Queria visitar seu ateliê, dizer que também poderia ser sua amante, ficar quieta encostando meu queixo numa bancada e ouvindo ele dizer como se faz isso ou aquilo. Já chega rua das laranjeiras numero 34. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010


Marcel Duchamp, Mictório, 1917


o princípio do fim. Duchamp foi genial ao colocar um mictório numa galeria, mas depois disso veio a arte conceitual e as instalações que brotam de todos os lugares e que viraram mais tratados sociológicos com a necessidade de ler uma bula de remédio para entender do que se trata, do que arte, e a estética e a beleza se perderam. podem me chamar de antiquada, velha, e tudo que quiserem, mas essa arte não me toca nem de longe, mantenho distancia das galerias que as abrigam. ou então entro só pra dar uma zuada, afinal a ironia também me diverte  

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Mafalda - Quino


só pra vc nat!!!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ojos Maligno - Marina de la Riva






este ano eu acordei (ou não dormi) totalmente musical
é só falar uma palavra que eu canto a música
e se não tiver eu invento